"O garoto brincava distraidamente com os botões de sua blusa enquanto a menina esperava, inquieta, algum sinal de que poderia começar a falar. A chuva deslizava pelos telhados da casa e o garoto tinha a impressão de que estavam em uma espécie de bolha onde ninguém poderia penetrar; há um tempo tinha a impressão de que ninguém era capaz de ouvi-los.
- Somos egoístas e egocêntricos. – começou a falar pausadamente a menina, já que o outro permanecia em sua brincadeira hipnótica – Revezamo-nos em presa e predador. Somos adversários. Apesar disso irá me ouvir?
- Em uma relação, somos adversários irremediáveis. Se não me falar, a quem irá? – rebateu o garoto.
A menina levantou os olhos para o garoto e fitou-o de um jeito desesperado.
- Viver é-me extremamente cansativo. – disse de um fôlego só.
Do lado de fora da casa, a chuva caía de forma ritmada dando origem a uma canção improvisada. A noite espreitava com sua impersonalidade avassaladora e lua e estrelas eram ocultas por uma camada de nuvem espessa.
Aproximando-se cautelosamente da menina para não ferir seu orgulho ou ameaçar sua individualidade, o garoto a abraçou timidamente com sua insegurança de quem não sabe se relacionar mas precisa.
E permaneceram assim durante um longo tempo, onde tudo o que ouviam era a cadência dos soluços da menina."
- Somos egoístas e egocêntricos. – começou a falar pausadamente a menina, já que o outro permanecia em sua brincadeira hipnótica – Revezamo-nos em presa e predador. Somos adversários. Apesar disso irá me ouvir?
- Em uma relação, somos adversários irremediáveis. Se não me falar, a quem irá? – rebateu o garoto.
A menina levantou os olhos para o garoto e fitou-o de um jeito desesperado.
- Viver é-me extremamente cansativo. – disse de um fôlego só.
Do lado de fora da casa, a chuva caía de forma ritmada dando origem a uma canção improvisada. A noite espreitava com sua impersonalidade avassaladora e lua e estrelas eram ocultas por uma camada de nuvem espessa.
Aproximando-se cautelosamente da menina para não ferir seu orgulho ou ameaçar sua individualidade, o garoto a abraçou timidamente com sua insegurança de quem não sabe se relacionar mas precisa.
E permaneceram assim durante um longo tempo, onde tudo o que ouviam era a cadência dos soluços da menina."
"- Porque eu sou covarde. O mundo me amendronta e prefiro deixar nas entrelinhaso o que não suportaria falar em voz alta, entende?"
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